A gestão do Prefeito Juraci Dias de Jesus e da Secretária Municipal de Educação Sirleide Rosa Cardoso em Barro Preto encontra-se sob escrutínio devido a um aumento expressivo e progressivo nos gastos com a aquisição de papel ofício A4, um item básico de escritório. A análise dos contratos firmados pela prefeitura revela uma trajetória de crescimento alarmante nos valores despendidos e nas quantidades adquiridas, levantando sérias questões sobre a eficiência e a transparência na gestão dos recursos públicos.
Em 2023, o contrato 004/2023 destinou R$ 148.500,00 para a compra de 500 caixas de papel ofício A4. Já em 2024, o contrato 004/2024 demonstra um salto significativo nos gastos, com a prefeitura desembolsando R$ 242.055,00 para adquirir 815 caixas do mesmo produto. E, neste ano, o contrato 029/2025 prevê um montante ainda mais elevado, com um gasto de R$ 414.120,00 para a compra de 1.700 caixas de papel.
Esse aumento progressivo e substancial nos gastos levanta uma série de questionamentos. Primeiramente, é crucial entender a justificativa para o aumento tão expressivo na demanda por papel ofício. Seria esse aumento decorrente de uma expansão significativa das atividades administrativas da prefeitura, ou haveria outras explicações para tal crescimento?
Além disso, a variação nos preços unitários das caixas de papel também merece uma análise detalhada. É fundamental verificar se os preços praticados nos contratos estão em consonância com os valores de mercado, a fim de evitar possíveis superfaturamentos ou desvios de recursos.
A transparência na gestão dos recursos públicos é um princípio fundamental da administração pública, e a população de Barro Preto tem o direito de ter acesso a informações claras e detalhadas sobre como o dinheiro dos impostos está sendo utilizado. Nesse sentido, é imprescindível que a prefeitura forneça esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a definição das quantidades e dos preços dos contratos, bem como sobre os mecanismos de controle e fiscalização adotados para garantir a correta aplicação dos recursos.
Diante desse cenário, é fundamental que os órgãos de controle externo e a sociedade civil acompanhem de perto a evolução desses gastos, a fim de garantir a correta aplicação dos recursos públicos e evitar possíveis irregularidades.
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